INTRODUÇÃO
A Missa, ou Celebração Eucarística,
é um acto solene com que os católicos celebram o Sacrifício
de Jesus Cristo na cruz, recordando a Última Ceia.
Na nossa refeição sempre reunimos em torno da
mesa as pessoas que se querem bem, pois é um momento de partilha, de confraternização,
de amizade.
Há dois mil anos também era assim. E foi uma ceia
que Jesus escolheu para reunir os Seus apóstolos durante a Páscoa
do ano da Sua morte. Com certeza Jesus queria um ambiente de confraternização
e cordialidade para esse encontro que, só Ele sabia, seria o último
a reunir o grupo todo.
Normalmente, aquela ceia seguiria o ritual das ceias culturais
judaicas. No início o hospedeiro tomava um pedaço de pão,
erguia um palmo acima da mesa e dizia uma breve oração antes de
dividir o pão com todos. E na Páscoa, para assegurar as graças
divinas, a ceia incluía o sacrifício de um cordeiro.
Mas, dessa vez, no início Jesus tomou o pão, partiu
e, no lugar da oração convencional, disse "Tomai, e comei.
todos Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós".
Pronunciando aquelas palavras,
Jesus colocava -Se no lugar do
cordeiro sacrificado habitualmente e os pedaços do pão que distribuía
representavam o Seu corpo - que brevemente, pelo sacrifício na cruz,
seria entregue para a salvação de toda a humanidade.
No fim da ceia Jesus tomou o
cálice de vinho abençoou-o
dizendo "Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue
da Nova Aliança, derramado em favor de muitos para remissão de
pecados".
Ao dizer Nova Aliança (o mesmo que Novo Testamento),
Jesus quis demonstrar que não valia mais a Antiga Aliança (ou
Antigo Testamento) pela qual Deus havia escolhido apenas Israel para ser o Seu
povo. A Nova Aliança estabelecia uma nova relação entre
Deus e os homens. Com ela, não apenas Israel, mas todos os povos seriam
chamados a serem filhos de Deus.
E, para deixar esta mudança marcada no coração
dos homens de uma forma especial, Jesus terminou dizendo "Fazei isto em
memória de mim".
Assim foi instituído o sacramento da Eucaristia, que
é o ritual central da Missa e a memória da paixão de Cristo.
Nesse ritual, através da comunhão mostramos a nossa gratidão
por poder partilhar a presença do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
O ritual da Missa justamente revive todos os momentos daquela
memorável refeição com o mesmo sentido de fraternidade.
São quatro partes ou momentos bem distintos.
A primeira parte da Missa, os Ritos Iniciais, marca a chegada
e a reunião de todos os convidados em torno da mesa.
Segue-se uma animada conversa entre amigos que se encontram:
é a segunda parte, a Liturgia da Palavra, o alimento espiritual, a palavra
de Deus - a Boa Nova que Jesus sempre pregava.
A terceira parte é o momento central de toda ceia - todos
vão alimentar-se. É a Liturgia Eucarística, o coração
da Missa. Ela revive o mistério pascal de Cristo, isto é, Sua
Morte e Ressurreição.
Com a consagração feita sobre o altar, a hóstia
adquire as propriedades do Corpo de Jesus. E como fizeram os apóstolos
naquela ceia, os fiéis também tomam seu alimento sólido
(o pão, agora carne), e podem tomar o vinho, seu alimento líquido
(em muitas ocasiões o celebrante imerge a hóstia no cálice
de vinho antes de oferecê-la ao fiel).
A Eucaristia recorda esse momento de comunhão. Na Eucaristia
os fiéis ressurgem com Cristo para uma nova existência.
Encerrando a Ceia, a bênção e a despedida dos Ritos Finais
têm o mesmo sentido da bênção dada por Jesus a seus
discípulos após Sua ressurreição: nesse momento
Jesus os enviava ou despedia para pregar pelo mundo a palavra de Deus
PRIMEIRA
PARTE DA MISSA
Em
nome da Santíssima Trindade reúnem-se os fieis
os pecados cometidos são confessados
louvores e graças pedem à Deus.
A assembleia se prepara para viver todos os actos da
Missa propriamente dita.
Os Ritos Iniciais são uma introdução para
a Missa que vai ser celebrada. O objectivo é fazer com que os fiéis
se preparem para comungar ideias e sentimentos.
Aqui se inicia uma dupla comunhão: uma comunhão com Deus e uma
comunhão com os demais membros da comunidade.
Os Ritos Iniciais são:
Antífona da Entrada / Saudação:
A Missa começa com a
assembleia, de pé,
saudando a chegada do celebrante e dos ministros com o Canto de Entrada, o primeiro
dos três cânticos tradicionais na liturgia (os outros dois cânticos
tradicionais são o Senhor e o Glória).
Chegando ao presbitério, o celebrante e os ministros saúdam o
altar e todos fazem o sinal da cruz. É importante notar que a
assembleia
não se reúne em seu próprio nome, mas em nome da Santíssima
Trindade. Fazer o sinal da cruz significa dizer "Nós nos reunimos
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".
Depois da saudação, é usual o celebrante dizer algumas
palavras sobre a Missa do dia.
Ato Penitencial:
Em seguida, o celebrante convida os fiéis a uma confissão
geral e conclui com a absolvição. Aqui não se trata de
uma confissão regular, mas apenas de uma forma de os fiéis tomarem
consciência de sua condição de pecadores. Na medida em que
a pessoa reconhece sua pequenez, sua condição de pecador, Deus
pode vir-lhe ao encontro com Sua graça.
Este reconhecimento pode ser feito por uma oração ("eu pecador,
me confesso...") pela leitura de versículos bíblicos ("Tende
compaixão de nós, Senhor") ou por uma ladainha.
Senhor / Glória:
Senhor", a ladainha que vem em seguida, é o segundo
cântico
tradicional na liturgia. A designação "Senhor" é
uma redução de "Senhor, tende piedade", que em grego
se diz Kyrie eleison. Por
isso esta parte da Missa também é chamada de Kyrie.
Nesta ladainha "Senhor, tende piedade de nós", os fiéis
aclamam o Senhor e imploram Sua misericórdia.
Nos domingos fora do Advento e da Quaresma, em solenidades, em festas e celebrações
mais solenes os ritos iniciais incluem o Glória, hino cantado ou recitado
por todos.
O Glória é uma espécie de salmo composto pela Igreja e
representa um solene ato de louvor ao Pai e ao Filho.
Oração do Dia:
O celebrante diz "Oremos" e faz um minuto de silêncio
para que todos sintam bem a presença de Deus e formulem interiormente
seus pedidos.
O rito de entrada se encerra com a Oração do Dia, ou Colecta, que
consiste numa súplica colectiva (daí o nome Colecta) a Deus Pai,
por Cristo, no Espírito Santo.
A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação
dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido.
Segunda Parte da Missa
é o momento
central da
Missa, é feita com a leitura e interpretação da
palavra de Deus, com uma reafirmação de fé cristã
e
com uma oração ao Senhor pedindo para as
necessidades colectivas
Durante as refeições as pessoas conversam,
relatam acontecimentos. Toda conversa é sempre um enriquecimento espiritual,
e na Missa também é assim. A Liturgia da Palavra é o alimento
espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento
dos mistérios que são o fundamento da fé.
Na Missa os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída
por Jesus há 2.000 anos. Por isso, se a gente entender o que Jesus e
os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender
os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que
as leituras procuram fazer.
Os actos da Liturgia da Palavra são:
Primeira Leitura:
Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a
Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um
trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também
um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo
Pascal a leitura é dos Actos dos Apóstolos). Esses escritos ajudam
a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo
Testamento nos apresenta.
Salmo Responsorial:
Os fiéis declaram aceitar a Palavra que
acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.
Segunda Leitura
A Segunda Leitura é reservada para os domingos
e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas
ou dos Actos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.
A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto
da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.
Aclamação ao Evangelho:
Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se
para aclamar "Aleluia!". Chegou um momento muito importante e de grande
alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo.
É a leitura do Evangelho.
Evangelho:
O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra.
Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente
também depois, no pão e no vinho consagrados.
Homilia:
Completou-se a leitura dos textos bíblicos
(as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com suas próprias
palavras os fatos narrados nos textos.
Esta interpretação é a homilia, uma pregação
pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.
A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito,
e recomendável nos demais dias.
Profissão de Fé /Oração Universal:
Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé
os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam
nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão,
todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi
revelado por Jesus.
Essa declaração é o Credo: "Creio em Deus Pai..."
Os fiéis reafirmaram sua crença. Então se dirigem em conjunto
a Deus dizendo de seus anseios, necessidades e esperanças através
da oração dos Fiéis ou oração Universal que
o celebrante recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam "Senhor,
escutai a nossa prece!".
É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do
país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa etc.
Terceira
Parte da Missa
Os
fiéis, cheios de gratidão, oferecem a Deus o fruto
do seu trabalho, louvando o Senhor e bendizendo
Seu Filho, em cujo corpo serão transformados o pão
e o vinho oferecidos. Antes de receber a comunhão
em Cristo, os fiéis se cumprimentam reafirmando a
comunhão entre irmãos - e reafirmam sua adoração
a Deus rezando o Pai Nosso, a oração que
aprendemos da boca de Jesus.
LITURGIA EUCARÍSTICA
A celebração eucarística é o supremo
e mais belo ritual da Missa, reproduzindo com delicadeza o acontecimento central
da Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia.
A Missa recorda este momento com o Ofertório, a Oração
Eucarística e a Comunhão.
Os actos da Liturgia Eucarística são:
Preparação das Oferendas / Oração sobre as Oferendas:
Jesus é a Vítima do Sacrifício que se vai realizar sobre
o altar. Ali são preparados para o Sacrifício o pão e o
vinho, que depois de consagrados se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus.
Durante a preparação os fiéis permanecem sentados.
O celebrante vai para a frente do altar e recebe as ofertas trazidas em procissão.
Pão e vinho e outras ofertas, frutos do trabalho do homem, são
apresentados ao altar simbolizando o oferecimento que os fiéis fazem
a Deus de suas vidas, cheios de gratidão por todas as graças recebidas.
(Por isso esta parte da Missa também é conhecida como Ofertório).
Entregues as oferendas, de novo de pé os fiéis atendem à
convocação do celebrante ("Orai, irmãos e irmãs...")
e pedem a Deus que aceite o sacrifício que elas representam: "Receba
o Senhor por tuas mãos (as mãos do celebrante) este sacrifício
para glória do Seu nome..."
O acólito derrama um pouco de água sobre os dedos do celebrante
enquanto este diz em voz baixa a oração do Lavabo: "Lavai-me,
Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado".
Em seguida, o celebrante toma as oferendas - pão e vinho - e as oferece
a Deus ("Acolhei, ó Deus, as preces dos vossos fiéis...").
Oração Eucarística:
Prefácio / Santo
- Chegamos à Oração
Eucarística, o ritual central da Missa. É o momento em que Deus
vai atender a súplica dos fiéis e santificar as oferendas transformando
o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus. O celebrante lembra que
agora, mais do que nunca, o pensamento de todos deve estar voltado para o Senhor
e por isso trava com os fiéis este diálogo:
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- Corações ao alto.
- O nosso coração está em Deus.
- Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
- É nosso dever e nossa salvação.
O ritual prossegue com a recitação do Prefácio pelo celebrante.
O Prefácio é um verdadeiro hino de acção de graças,
um grito de alegria por havermos tido a suprema graça de receber Jesus,
nosso Senhor e dom do Pai, que Se sacrificou para nos salvar.
Em nome da assembleia, o celebrante glorifica a Deus e Lhe rende graças
por toda a obra da salvação (ou por um de seus aspectos, de acordo
com o dia, a festa ou o tempo). De certa forma, o Prefácio anuncia o
conteúdo da Oração Eucarística.
Ao Prefácio segue-se a oração "Santo", pela qual
a assembleia proclama a santidade e grandeza de Deus. No início
da oração, repetindo "Santo" três vezes os fiéis
reconhecem a existência de Deus nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
Agora estamos todos preparados para o momento da Consagração.
Oração Eucarística - Os fiéis se ajoelham,
o celebrante estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Espírito
Santo que os transforme no Corpo e no Sangue de Jesus ("Santificai, pois,
estas oferendas...").
O momento da Consagração é descritivo da Última
Ceia. O celebrante relembra e repete os mesmos gestos de Jesus, obedecendo à
Sua ordem ("Fazei isto em memória de mim").
Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida
ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades
do Corpo e do Sangue de Jesus.
A Eucaristia é o Sacramento da presença de Jesus ressuscitado.
A assembleia, de pé, reconhece isso dizendo "Toda vez que
comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos, Senhor, a
Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição".
O celebrante ainda ora pela Igreja Católica e pelas necessidades dela
e termina esta parte, elevando o pão e o vinho num gesto de oferenda,
com uma oração que resume todo o louvor da Oração
Eucarística: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, toda honra e toda
glória...".
Ritos da Comunhão:
Pai Nosso/ Abraço da paz
- Os fiéis se preparam para
receber a comunhão, ou seja, se preparam para receber o Corpo de Cristo
e, com esse gesto, comungar, partilhar dos mesmos sentimentos de amor e entrega
a Deus que Jesus teve quando Se sacrificou por nós. E não pode
haver comunhão com Cristo sem haver antes a comunhão entre irmãos.
Todos rezam, então, o Pai Nosso. E rezam com Jesus, falando com Deus
pela boca de Seu Filho. Através desta oração, os membros
da grande família presente à celebração reconhecem
novamente a Deus como Pai e suplicam a graça de poderem viver como verdadeiros
filhos e amarem-se como verdadeiros irmãos em Cristo.
Paz é fruto da justiça. Paz é fruto da igualdade. Paz é
tão necessária quanto o ar que respiramos. Quando quis dar aos
Apóstolos o melhor de Si, Jesus lhes disse "Eu vos deixo a paz,
eu vos dou a minha paz".
O celebrante recorda esse momento e ora pedindo a Jesus que nos dê a mesma
paz que Ele ofereceu aos Apóstolos. Os fiéis respondem "Amém",
e com isto fazem suas as palavras do celebrante.
Os fiéis, que disseram a Jesus que querem viver na Paz de Deus, demonstram
esta disposição com o abraço da paz.
Eles se cumprimentam com um abraço ou um aperto de mão e um sorriso
de cumplicidade e amizade. Afinal, estão todos à mesma mesa e
vão tomar, juntos, a mesma Refeição. E só podem
entrar em comunhão com Cristo e com Deus se estiverem em paz e em comunhão
uns com os outros.
Fração do Pão/ Agnus Dei
- Agora o celebrante
se prepara para distribuir os alimentos consagrados. Parte a grande hóstia
sobre a patena e coloca uma parte no cálice com vinho consagrado.
A fracção do pão significa que todos os fiéis vão
participar no mesmo Alimento e o gesto de colocar parte da hóstia no
cálice simboliza a união do pão e do vinho consagrados:
uma vez consagrados, o pão e o vinho formam uma unidade, o Corpo vivo
de Cristo, e recordam o mistério da ressurreição.
Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda
uma última confissão de humildade na oração do Agnus
Dei ("Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...").
Comunhão => O celebrante comunga o Corpo de Cristo. Depois
comunga o Sangue de Cristo. Em seguida distribui aos fiéis a hóstia
consagrada.
Em ocasiões especiais, ou em pequenas comunidades, a Comunhão
pode ser feita sob as duas formas, isto é, o sacerdote mergulha a hóstia
no vinho antes de oferecê-la ao comungante.
Este é o momento da grande comunhão dos fiéis com Deus,
dos fiéis com Cristo, dos fiéis entre si. Os que comem do mesmo
Pão passam a formar um só corpo com Cristo e devem ter a mesma
disposição que Ele teve em fazer a vontade do Pai: fazer do mundo
um reinado de justiça e paz como preparação para a vida
eterna.
Ao receber a comunhão o fiel responde "Amém", confirmando
sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo,
recebe a todos em sua vida e se compromete a doar-se a seus irmãos.
Finda a comunhão, enquanto se faz a purificação do cálice
e da patena, os fiéis permanecem sentados e o celebrante reza em silêncio.
Após um momento de fundo recolhimento, pede a Deus em nome de todos que
faça frutificar a eucaristia que os uniu, renovando humildemente o pedido
de poder participar plenamente da vida cristã.
Ritos Finais
Os ritos finais encerram a
assembleia
mas não
encerram o envolvimento espiritual dos fiéis com a
sua Igreja. Abençoados por Deus, eles partem com a
missão de viver a fé cristã na prática diária.
A Missa se encerra com a Bênção
Final, um Canto Final e a exortação da Despedida.
Todos de pé, o celebrante ergue a mão e marca os fiéis
com o sinal da cruz pedindo para eles a bênção do Pai, do
Filho e do Espírito Santo - e a comunidade expressa sua alegria cantando
uma vez mais.
Por fim, a assembleia é despedida.
Nas missas celebradas em latim, o celebrante diz "Ite, missa est",
o que quer dizer "Ide (já) existe uma missão (a ser cumprida)".
Nas missas em português, o celebrante conclui dizendo "Ide em paz,
e o Senhor vos acompanhe", com o mesmo sentido de liberar a assembleia
para cumprir a missão que recebeu de levar aos povos a palavra de Deus.
Conclusão
Os convidados à casa do Senhor saem de coração
leve. Não vêem sua presença na Missa como o cumprimento
de um dever - sentem-se felizes e distinguidos porque Deus lhes permitiu participar
da Sua refeição. Afinal a Missa é o Céu na Terra.
A Missa oferece um enriquecimento do espírito cristão que os fiéis
devem continuar vivendo em casa, no trabalho, no lazer.
Os fiéis levam para o seio de suas famílias a vivência da
Missa e contribuem para a Missa celebrando a família, que é o
alicerce da sua Igreja.
Significado dos Objectos na Missa
ÁGUA - Trata-se de água
natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para
ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a
Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o cálice
e a âmbula.
ÂMBULA- É semelhante ao cálice,
mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa,
é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que
foram consagradas.
CÁLICE - É uma taça geralmente
revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.
CORPORAL - É uma toalhinha quadrada. Chama-se
corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula),
no centro do altar.
CRUCIFIXO - Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo
para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício
redentor. Vemos em Mt 26,28, que Jesus deu a seus discípulos o sangue
da aliança que será derramado por muitos para o perdão
dos pecados´.
FLORES - Em dias festivos pode-se usar flores, não
sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração
com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e
a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não
se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação,
para não antecipar a alegria do Natal.
GALHETAS - São duas jarrinhas em vidro ou metal.
Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre
um pratinho no altar.
HÓSTIA - É feita de pão de trigo.
Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo.
A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo
durante a elevação e também para ser repartida entre
alguns participantes, em geral os ministros.
LECIONÁRIO - Livro que contém todas as
leituras da Bíblia, de acordo com a missa do dia.
MANUSTÉRGIO -Toalha que serve para enxugar as
mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma a acompanhar
as galhetas.
MISSAL -É um livro grosso que contém
todo o roteiro do rito da missa, com excepção das leituras que
se encontram no lecionário.
PALA -É uma peça quadrada e dura (um
cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.
PATENA - É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se
a hóstia maior.
SANGUÍNEO - É uma toalha branca e comprida,
usada para enxugar o cálice e a âmbula.
VELAS - Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela
simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no baptismo e na
confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido
para quem vive a fé.
VINHO - É vinho puro de uva. Assim como o pão
se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte
no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.
AS VESTES LITÚRGICAS - Para lidar com as coisas
santas, o sacerdote se utiliza de sinais sagrados, usando vestes que o distinguem
das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória
e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.
ALVA - É uma veste muito semelhante à
túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.
AMITO - Usado por alguns sacerdotes, é um pano
branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica
ou a alva.
CASULA - É colocada sobre todas as vestes e também
cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico
(branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada
nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza
a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.
CÍNGULO - É um cordão que prende
a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância,
lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.
ESTOLA - É uma faixa vertical, separada da túnica,
que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito,
uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico.
Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia
e o serviço.
TÚNICA - É um manto longo, geralmente
na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica
que Jesus usava, sem costura de alto a baixo, sobre a qual os soldados romanos
tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.
AS CORES LITÚRGICAS - Quando vamos à Igreja,
notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo
a estola usada pelo sacerdote combinam todos com uma mesma cor. Percebemos
também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer
a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos
que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos
que as cores possuem algum significado para a Igreja. Na verdade, a cor usada
em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um
mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia indicada
pelo calendário ´ fica estabelecida determinada cor.
ROXO - Simboliza a preparação, penitência ou conversão.
Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
BRANCO - Simboliza festa, alegria. Utilizada em Solenidades
e festas, e principalmente no Tempo Pascal e no tempo do Natal
VERDE - Usada nos dias do Tempo Comum.
VERMELHO - Recorda o sangue derramado pelos Apóstolos
e pelos santos mártires.
ROSA - Raramente usada nos dias
de hoje, simboliza uma breve pausa na tristeza da Quaresma e na preparação
do Advento.